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"Por Falta de Roupa Nova Passei o Ferro na Velha" - ( Teatro )

Gênero: Comédia
    Sucesso no fim da década de 80, o espetáculo “Por falta de roupa nova, passei o ferro na velha” retorna aos palcos do Rio com o protagonista do elenco da primeira montagem encenada em 1989: Bemvindo Sequeira. Após 25 anos, ele mata as saudades de interpretar o impagável Tunico. “Voltar a fazer ‘Ferro na Velha’ é um desafio. Vinte e cinco anos depois eu não desgasto mais energia à toa como na juventude, mas estou melhor, muito melhor como ator e como comediante. Amo esta comédia! Tenho me divertido muito nos ensaios e descoberto novas chaves cômicas. O elenco está afinadíssimo, embora diferente do primeiro, e em nada fica a dever”, garante ele. “Por falta de roupa nova, passei o ferro na velha”, de Abílio Fernandes, estará no palco da Casa de Portugal de Teresópolis nos dias 23 e 24 de janeiro de 2015, sexta e sábado, 21h A direção é assinada por Ignácio Coqueiro. 
    Cerca de duas décadas atrás, Bemvindo dividia os holofotes com as brilhantes Henriqueta Brieba e Monique Lafond neste mesma peça. Tanto tempo depois, o texto sofreu ajustes. “Mudamos muitas coisas desde a estreia há 25 anos. As representações diárias vão criando um novo espetáculo. Então, nós temos um texto modernizado, atualizado e mais engraçado”, diz ele, que ri ao descrever o seu Tunico: “Um desempregado, falido, metido a grandes coisas (risos). Um paquerador inveterado, um conquistador barato. Um homem comum do subúrbio do Rio, casado com uma mulher autoritária e que tem um filho também desempregado. Por falta de grana, ‘eu’ moro com a sogra, a mãe da minha mulher, uma megera (risos)”. Entre os trabalhos que o consagraram na TV e no teatro: os personagens Bafo de Bode e Zebedeu das novelas “Tieta” e “Mandacaru”, respectivamente; e as peças “Bonifácio bilhões” e “Deus lhe pague”.
    A comédia narra a vida de uma família sem dinheiro e que vive às custas da sogra doidinha, Dona Marieta (Selma Lopes). Os pais, Cacilda (Nica Bonfim) e Tunico (Bemvindo Sequeira), pra lá de trapalhões, acreditam que têm a chance de tirar a barriga da miséria ao armar o casamento milionário do filho, Zé Antônio (Ronan Horta), com uma moça perua, filha de ministro, Márcia (Ana Carolina Rayon). Mas tudo vai por água abaixo porque o rapaz, na verdade, não gosta de meninas. E o plano que parecia perfeito vira um problemão. E claro que não podia faltar nessa turma a vizinha fofoqueira Filó (Yara Brazão).
Na peça, Nica Bonfim quebra o jejum de 30 anos sem fazer teatro no Rio. “Cacilda é uma mulher dominadora e independente. Faz do marido gato e sapato e ainda ‘fatura um trocado’, segundo ela, ‘aplicando a aposentadoria na poupança’ (o que rende ao Tunico um belo par de chifres). Como mãe, derrete-se toda, mimando o filhote, Zé Antônio, transformando-o num rapaz um tanto o quanto ‘delicado’. Tudo é divertido nessa comédia!”, avalia Nica, que na TV, recentemente, participou da trilogia de novelas da autora Elizabeth Jhin (“Eterna magia”, “Escrito nas estrelas” e “Amor eterno Amor”), e de diversos programas, sobretudo humorísticos, todos na TV Globo.
Assim como Bemvindo, Selma Lopes encenou a peça em 1989 e volta a integrar o elenco com a mesma personagem, a sogra Dona Marieta. ”Ela é uma velhota cheia de fricote. O que tem de severa com o genro, ela tem de amável com o neto”, explica a atriz convidada da montagem. Uma das dubladoras mais conhecidas do país, Selma é a voz oficial de Whoopi Goldberg nos filmes e dubla a Bart do desenho Os Simpsons há dez anos. Selma foi casada com o saudoso Zacarias; destacou-se em programas de humor, como “Os Trapalhões”, “Chico City”, “Balança, mas não cai”, “Chico Anysio Show” e “Zorra total”; e trabalhou em “O peru”, “Roque Santeiro”, entre outras peças.
    O papel da vizinha enxerida e espalhafatosa Filó, interpretada por Henriqueta Brieba em 89, ficou por conta de Yara Brazão. “Filó é uma senhora com 70 e poucos anos, de espírito muito jovem. É uma pessoa ‘sem noção’, ‘entrona’, espaçosa, atrevida, cara de pau, folgada, irreverente, não tem ‘semancol’ e é apaixonada pelo seu vizinho Tunico. Eu me divirto muito com a sua irreverência. O que mais me atrai no texto é a forma jocosa de tratar os problemas cotidianos de uma família de classe média baixa”, frisa Yara, que, no teatro, atuou em *Ray Charles, o musical”, “Os Miseráveis” e “Cassino da Urca – O musical”.
    Já o rapaz que deveria aplicar o golpe do baú para salvar a família da bancarrota é interpretado por Ronan Horta. Ele está curtindo o personagem “filhinho de mamãe”. “Zé Antônio é um menino mimado pela avó e pela mãe. Há alguns momentos que isso o torna um menino meio ‘criado pela vó’ literalmente, levemente afeminado por este mimo todo. Eu me divirto com as brincadeiras que o personagem permite. Ele desmunheca de vez em quando, dando uma pinta, e não se aguenta em certas situações. O que me permite brincar com o personagem, que é a melhor parte pra um ator em cena”, avalia ele, que foi aluno de teatro do Bemvindo Sequeira e fez algumas peças ao seu lado, como o musical “Almanaque Ponto Com” e “Há um homem na minha casa”. E na TV participou das novelas “Pé na jaca” e “Aquele beijo”. 
    Fora o humor rasgado de primeira linha dos veteranos do teatro Bemvindo e Selma, o elenco traz uma estreante nos palcos. Ana Carolina Rayon faz sua primeira peça de teatro profissional na pele da bela e gostosona Márcia, a moça rica, vítima das segundas intenções da família. “Ela é uma mulher rica, elegante e ingênua, e consegue misturar tudo isso com uma autenticidade de personalidade e escolhas nada convencionais”, resume ela, que está comemorando a nova fase. “Bemvindo é uma grande referência na minha carreira, o que gera muita responsabilidade. Uma realização”, completa ela, que estudou balé por sete anos. 
    Para a versão 2014 de “Ferro na velha” há novidade: uma linguagem coloquial. “Essa peça tem uma receita e não mexemos nisso, porque dá certo. Está 70% original e com 30% de modificação, que é o palavreado do dia a dia de hoje, como abordarmos Instagran, Facebook, torpedo...”, adianta o diretor Ignácio Coqueiro, que vê a peça como um sinal: “Tô nessa pegada de sitcom. Acabei de dirigir o especial “A nova família Trapo”, na Record. Gosto desse tipo de comédia rasgada. Terminei 2013 nessa pegada e começo 2014 do mesmo jeito. É um bom presságio”, acredita.

Casa de Portugal
Av. Lúcio Meira, nº 850 - Teresópolis - Centro - Nova Friburgo - RJ

Dias e horários
23/01/2015 (Sexta-feira)
21h00m 

24/01/2015 (Sábado)
21h00m

Fonte: Turismo em Nova Friburgo


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